O pterígio é uma membrana fibro-vascular que cresce sobre a córnea. Esta membrana é muito parecida com a conjuntiva (a parte branca do olho). O pterígio geralmente invade a córnea pelo lado nasal, mas pode ocorrer também do lado temporal ou em outras localizações.
Os principais sintomas são o olho vermelho (irritado) e a fotofobia. A causa exacta ainda não está definida por completo, mas o pterígio é mais frequente em pessoas que passam muito tempo ao ar livre, em especial durante o Verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas e a irritação crónica do olho devido a condições ambientais secas, quentes e poeira desempenham um papel importante no desenvolvimento da patologia.
Existem diversas técnicas cirúrgicas disponíveis para tratar o pterígio. Nos casos de pterígios que nunca foram operados, a técnica mais recomendada consiste em retirar a lesão (e o tecido fibroso adjacente). Em casos especiais o transplante de conjuntiva visa recobrir o local da lesão, diminuindo o risco de recorrência (retorno do pterígio). Com a evolução de novos materiais, existe a possibilidade de realizar a cirurgia sem pontos. Isto é possível graças ao uso de colas especiais, chamadas de colas de fibrina. Este recurso, diminui o tempo da cirurgia (torna a cirurgia mais rápida) e diminui o desconforto no pós-operatório.
Os casos mais avançados ou já operados anteriormente apresentam um maior risco de recorrência. Assim, nestes casos, realiza-se uma cirurgia mais complexa, envolvendo outros recursos, além do transplante de conjuntiva. Um destes recursos consiste na aplicação de medicações anti-mitóticas durante a cirurgia, como a mitomicina C. Outra possibilidade é o uso de membrana amniótica especialmente preparada para tratar a superfície ocular. Esta membrana apresenta propriedades anti-inflamatórias, ajudando no processo de recuperação no pós-operatório.
A indicar pelo médico conforme especificidades de cada paciente.
Anestesia local, gotas anestésicas, técnicas de bloqueio regional (bloqueio peribulbar)
Sem riscos e complicações.
Deverá utilizar uma protecção para os olhos contra a luz ultravioleta excessiva através de óculos solares apropriados, evitando condições ambientais secas e empoeiradas e a aplicação de lágrimas artificiais, para além de medicação que deverá ser tomada durante 3 semanas.